segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Escreves à mão (!) (?)

Com a evolução constante do mundo há valores que ficam e há valores (de grande importância!) que se perdem.
Quem é que ainda se pode gabar de fazer algo tão bom e tradicional como escrever à mão?
Grande questão, realmente.
O comodismo tomou conta do Homem que, entre milhares outras coisas, prefere um bom teclado a uma simples folha branca e uma caneta...
Eu gosto de escrever à mão seja com caneta ou com lapiseira. 
Para ser ainda mais verdadeira, acho a lapiseira uma invenção fantástica. Ter de estar constantemente a afiar o lápis não dava muito gozo! 
Ouve-se toda a gente dizer que estamos na Era das Novas Tecnologias, que estamos no século XXI...
E é verdade!
Mas por causa dessas novas tecnologias, os portugueses já nem sabem escrever português! Os "Q" foram substituídos pelos "K", os "S" pelos "X" e por aí...
E aqueles que já se esqueceram do som único produzido pela caneta e/ou lápis(eira) a rasurar no papel, deviam tentar escrever algo e assim certificar-se-iam de que os exercícios de caligrafia ainda são necessários. 
Talvez mais do que nunca...!
Tendo em conta que hoje em dia toda a gente vive em função do futuro deixo, então, aqui uma pergunta: quem sabe um dia o caos não toma conta da civilização por completo, e todos os computadores e demais material electrónico não farão parte da sucata e teremos que escrever novamente em tijolos de argila?

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

A história de um suspiro

Neste momento sinto-me bem.
Apetece-me ir lá fora e, nesta noite quente de Verão, admirar as estrelas. Algumas delas caem e criam a ilusão de mágicas purpurinas sobre aquele que continua a ser o maior mistério da Humanidade: o céu!
Levanto-me do sofá, chamo o meu cão e vou.
Vou na esperança de que aquele cenário ainda me possa trazer mais alegria do que aquela que já tenho.
Saio e respiro aquele que imaginei como ar puro... Respiro cheia de vontade, bem fundo. Os meus pulmões incham como se fossem balões de ar quente...
Mas...
Acabo de respirar e imediatamente começo a tossir.
O meu cão tem a mesma reacção.
Olho para o céu. Nem uma estrela visível.
O pobre animal assusta-se pois acaba de sentir uma fagulha no seu focinho.
Está tudo cheio de fumo. Nuvens de fumo tão altas que criam a sensação de um vulcão que acabou de entrar em erupção.
A Lua, que hoje está cheia, perdeu a sua cor natural, para passar a ter tons alaranjados.
A música de fundo, que costumava ser a de modestos grilos e de um mocho algures perdido por entre o arvoredo, hoje não se ouve.
No seu lugar está o som dos auto-tanques dos bombeiros.
No céu, onde a cor predominante deveria ser o azul-escuro, está, agora, com um tom avermelhado... Vermelho de fogo...!
Começo a entristecer-me... Começo a imaginar que poderia ser eu a ter que arriscar a minha vida para apagar fogos que foram estúpida e propositadamente provocados por monstros transfigurados em pessoas.
Definitivamente não deveria ter vindo cá fora... 
Já perdi a alegria toda...

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Opinião crítica

Dizem os antigos que "quem tem filhos tem sarilhos"... 
No entanto, por entre as mais belas escrituras de Luiz de Camões encontramos uma que reza assim "(...) Todo o mundo é composto de mudança...".
Eu já pertenço à geração de 90, como tal, e, mais uma vez segundo os mais velhos, levo uma vida mais facilitada.
Ensinam que no seu tempo começavam a trabalhar aos 9 anos, que era quase impossível frequentarem a escola, que tinham de tratar os pais na terceira pessoa, que tinham de cuidar dos outros 10 irmãos que tinham dada a falta de televisão...
Não duvido da sua palavra. Acredito que seja mesmo assim...
Mas hoje em dia as coisas já não são dessa forma, com muita pena de alguns pais... (podem ter pena, mas muitas vezes a culpa é deles!!!!!)


* Um pai (ou mãe) exige o respeito do filho - CONCORDO! - mas ele mesmo o trata mal;
* Quer ser ele o melhor amigo do filho, mas é ele que lhe dá motivos para não confiar nele;
* Impõe que seja o seu modelo, mas esquece-se que o molde está cheio de erros, a maior parte dos quais, feitos aos olhos do rebento;
* Quando não é capaz de lidar com a sua própria infelicidade e, por isso, faz coisas que envergonham o filho ou diz-lhe algo altamente injusto;


Já sei... Eu já sei que se algum pai estiver a ler isto vai achar que estas palavras não passam de devaneios de uma adolescente... Mas não o são. 
Não são o mesmo!
Quantos pais de hoje em dia são assim apenas porque vivem frustrados com a vida que levaram em crianças... Outros até nem sabem ser pais!


"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o Mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades."


Depois de termos em atenção os detalhes que apontei e uma parte do poema do grande Camões, será que ainda podemos dar como certas as palavras do antigos quando dizem "Quem tem filhos, tem sarilhos"?
Quanto a mim, acho que agora é mais do género "Quem tem pais assim, tem sarilhos".






Andreia F. P. Fernandes

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Negrume...

Não há palavras que descrevam... NÃO HÁ!!!
Como é possível andar tão "cega"...? Como?
A minha vida está vestida de negro.
É irónico quando nos vemos num momento de paz e, num ápice, tudo muda... 
E só nas situações más é que podemos avaliar o que está à nossa volta com o máximo rigor... 




DESILUDISTE-ME!!!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Verão 2010... Parte I

Durante o mês de Julho ocorreram coisas na minha vida que não cabem na cabeça ao Pai Natal... Posso considerar-me uma privilegiada, seja pela negativa ou pela positiva.
Tive aulas quase todo o mês. É mesmo difícil ver o pessoal das outras escolas todo na praia ou completamente livres de compromissos e nós, os da EPMVC, a "gramar a pastilha" quase até Agosto. Mas pronto.
No dia 4 de Julho tivemos festa da Banda em Friestas. Nunca em nenhuma outra situação me senti a derreter tanto como naquele dia. Até o alcatrão da estrada derreteu!!! Estraguei os sapatos da farda com isso. 
E pior é ter de suportar isso quando estamos mal-dispostos com a vida. Quem me conhece sabe... E mais não digo...
Passou-se mais uma semana...
No fim de semana do 10 de Julho foram as festas de S. Bento de Seixas. 
Admito que era muita a minha expectativa em relação a esse momento. Gostei de quase tudo, principalmente da comida da D. Carminda! É, simplesmente, deliciosa!!!
O que não gostei foi mesmo da dor de costas com que fiquei por dormir na Banda. Mas pronto. Ossos do ofício. Também não gostei de certas atitudes de um determinado "ogrezinho" mas levou a melhor... Desprezo!
O segundo dia passou entre um calor infernal durante a missa, um senhor que se sentiu mal por causa de epilepsia, uma procissão que me custou muito, um pedido de número de telemóvel vindo quase do além e situações estranhas com a pessoa mais estranha que conheço. 
No entanto, acabou de uma forma hilariante por causa do Tomás e da senhora que vendia alhos...! " - Até ao ano, se eu tiver alhos!"
Nos dois fins-de-semana que se seguiram não tivemos serviços na Banda, ou seja, passei essas semanas a estudar e a preparar-me para a masterclass que aí vinha, a ir à praia umas vezes e a "entreter-me um bocado", se é que me faço entender. Mas também é o que digo e continuo a dizer: só me saem duques e cenas tristes. Enfim...
A masterclass foi orientada pelo professor Nuno Silva. Gostei muito.
Excepto a parte da minha mãe ter caído das escadas e partir um pé, e de isso me ter obrigado a faltar a uma tarde da "master", foram dias bem passados.
Finda a masterclass, chegou mais um fim de semana de festa da Banda, desta feita, em Moledo do Minho.
O Sábado foi marcado pelo arrependimento tardio de uma dada "criança", mas, como escrevi e volto a escrever, foi um arrependimento tardio. Ah, fui lanchar a casa da Paula, Um privilégio... Não é para todos!
Foi um dia bom, sub qualquer ponto de vista. 
Ainda sobre este dia, só tenho a dizer que é uma pena que as coisas boas aconteçam como nos sonhos: são maravilhosas mas passam tão rápido que depois ficamos com um vazio porque não temos a certeza se foi verdade ou se sonhamos... ENFIM...!!!!
O Domingo (e aqui já entramos em Agosto) foi marcado pela minha condecoração a Rainha do Facebook. Que mais podia eu pedir??? Já sou Rainha de alguma coisa...
A semana que se seguiu foi, aparentemente, calma. Só foi pena ter acabado da pior maneira que podia imaginar. 
No dia 6 de Agosto o meu irmão fez anos e, como não podia deixar de ser, alguém se lembrou de imortalizar esse aniversário, como já fez com aniversários anteriores de outras pessoas... Há fetiches para tudo... Que se lhe vai fazer?
E com isto tudo chegou mais um fim-de-semana na Banda, e refiro-me justamente ao que acabou ontem...
No dia 7, Sábado, fizemos um pequeno concerto na praça de Caminha. Podia não parecer, mas estava completamente "perdida" ali. Não estava com a cabeça ali, simplesmente. A ainda tive de levar com o mau humor do maestro...
Cheguei a casa e foi a continuação do filme que já vinha a acontecer desde o dia anterior... Enfim... (acho que já deu para reparar que faço muito uso da expressão "Enfim...!". Pois, quando as palavras já me faltam para descrever aquilo que vai aqui dentro, é assim...).
No dia 8, ontem, fomos com a Banda para S. Tirso. Foi só comer "à bergueira"... 
Acho mesmo que, desde que estou em Lanhelas, foi o dia em que mais me diverti...
Entre os discursos do Sr. Rocha, a mítica "Foda à Monção", as risadas atómicas do Fábio, as questões que envolvem o meu amplificador de voz (diz o Fábio que, para ler o que eu escrevo no Facebook tem de baixar o volume ao computador...), os stresses da Márcia desta feita originados por uma SMS misteriosa vinda dos lados de Tangil, um chefe de naipe que teve a ousadia de insinuar que sou chata, enganos extremamente cómicos de vocabulário vindos do Sr. Rocha e, ainda a somar a isso tudo, ter de aturar um maestro extremamente resmungão, lá se passou o dia. 
Mas há mais, lembram-se de eu ali encima escrever que já sou a Rainha do Facebook e não podia pedir mais??? 
Pois bem, afinal até posso. Porque ontem fui condecorada, mais uma vez. Desta vez passei a ser, também, a Rainha da Banda e do "Goole"... Agora sim, tenho um currículo e pêras...
Cheguei a casa e foi o custume... Enfim...
E cá estou eu agora... Sinceramente não sei quando vou voltar a escrever, mas ao ritmo que as coisas correm na minha vida, vai ser daqui a um mês e com mais cem mil novidades... 

E lembrem-se....

TESTA ALTA... E VIVA LANHELAS!!!