Imagina uma lareira... Imagina que a estás a acender. Vês aqueles troncos cujo único destino é serem queimados para que tu possas ser mais feliz estando mais quentinho e aconchegado???
Já pensas-te se tudo fosse assim???
Não seria tudo bem mais fácil se os nossos problemas fossem aqueles troncos e nós os pudesse-mos queimar quando nos apetecesse para termos algum conforto?
Vê-los ali, a arder. A pagarem por todo o transtorno que nos causaram num determinado período de tempo.
E, no fim, ainda nos rir-mos deles fazendo, assim, jus ao ditado "Quem ri por último, ri melhor".
Se eu pudesse fazer isso, precisava de uma mega-lareira. A de minha casa já não bastava. Tenho comigo imensos troncos para serem queimados. Alguns tão grandes que antes de serem queimados deveriam ser cortados em mil pedaços.
Mas também, se esses troncos não existissem, como é que eu acabaria por ficar confortável e, de certa maneira, mais forte?
Porque é que quanto maior for a dimensão do tronco mais felicidade ele nos dá depois de queimado?
Fernando Pessoa guardava as "pedras do caminho" para um dia lograr "construir" o seu "castelo"...
E eu? Que faço com os "troncos" que, apesar de tudo, não posso queimar no verdadeiro sentido da palavra?
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