terça-feira, 27 de outubro de 2009

SoNeTo E vIdA

Na aula de Português estivemos a analisar um (conhecido e bonito) soneto de Luís Vaz De Camões, com o qual me identifico bastante:

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.
Tudo é cíclio... 
Sim, é um facto...! 
E se há coisa que a vida me tem ensinado é 
que há coisas que vão e que não voltam mais, e deixam cicatrizes 
que nunca mais desaparecem...
_______________________________________________________
 
No entanto, também uma letra de uma canção 
(que mais uma vez pertence a La Oreja De Van Gogh) 
que me toca particularmente:

Sin Miedo a Nada - La Oreja De Van Gogh e Alex Ubago

Me muero por suplicarte que no te vayas, mi vida,
me muero por escucharte decir las cosas que nunca digas,
más me callo y te marchas,
mantengo la esperanza
de ser capaz algún día
de no esconder las heridas
que me duelen al pensar que te voy queriendo cada día un poco más
¿Cuanto tiempo vamos a esperar?


Me muero por abrazarte y que me abraces tan fuerte,
me muero por divertirte y que me beses cuando despierte
acomodado en tu pecho, hasta que el sol aparezca.
Me voy perdiendo en tu aroma,
me voy perdiendo en tus labios que se acercan
susurrando palabras que llegan a este pobre corazón,
voy sintiendo el fuego en mi interior.


Me muero por conocerte, saber qué es lo que piensas,
abrir todas tus puertas
y vencer esas tormentas que nos quieran abatir,
centrar en tus ojos mi mirada,
cantar contigo al alba
besarnos hasta desgastarnos nuestros labios
y ver en tu rostro cada día
crecer esa semilla
crear, soñar, dejar todo surgir,
aparcando el miedo a sufrir.


Me muero por explicarte lo que pasa por mi mente,
me muero por intrigarte y seguir siendo capaz de sorprenderte,
sentir cada día ese flechazo al verte,
¿Qué más dará lo que digan?¿Qué más dará lo que piensen?
Si estoy loco es cosa mía
y ahora vuelvo a mirar el mundo a mi favor,
vuelvo a ver brillar la luz del sol.


Me muero por conocerte, saber qué es lo que piensas,
abrir todas tus puertas
vencer esas tormentas que nos quieran abatir,
centrar en tus ojos mi mirada,
cantar contigo al alba
besarnos hasta desgastarnos nuestros labios
y ver en tu rostro cada día
crecer esa semilla
crear, soñar, dejar todo surgir,
aparcando el miedo a sufrir.





Sim... Hoje estou muito muito sensível...!


* * * * * Até amanhã * * * * * 

4 comentários:

Andreia Fernandes disse...

Onde anda o comentador anónimo???

Anónimo disse...

Sim, é bastante verdadeiro o soneto... é pena é que às vezes nos tirem aquilo q nos precisamos para viver e nao apenas sobreviver... :/

Mas adiante... A música ta engraçada... =)

Ah! E esqueci-me de escrever, mas o post de ontem foi o meu preferido!! Adorei o poema... Tava mmo lindo... Mas o texto tb... ;)
Bjinho, Bárbara

Anónimo disse...

A cena das cicatrizes fui eu que ensinei :D "o tempo cura tudo, mas sempre ficam as cicatrizs..." :p
<34527

Anónimo disse...

Acho que os sentimentos se perdem nas palavras. Todos deveriam ser transformados em acções, em acções que tragam resultados....